quarta-feira, 27 de outubro de 2010

ta na minha vez

É a minha vez?
Não?
Pois é, estava pensando justamente nisso agora, que quando chegar minha vez ninguém vai me avisar de nada.
Vivo aqui cara, eu vivo aqui. Dificilmente me dou conta de que vivo, de que vivi e de que tenho pra viver. É uma desgraça? Meu passado? Meu futuro, o que será?
Parei para ver umas velhas fotografias e por muito tempo não me sentia. Eu sou o Zezin, Junim, o Bill, o Junior, o JJ haha, quando vou ser o José? Alguns gostam desse nome. Nem gosto de ficar dizendo assim mas não consigo parar de tentar formar uma imagem do meu futuro, da minha vida com ou sem você(s). Só peço a mim mesmo um pouquinho de paciência e muita cautela, e além de pedido eu me exijo um sonho grande, daquelas que a gente acorda sonhando, tremendo, suando, cantando, dançando, filmando, fotografando, dedilhando o teclado que ganhei em 2007.
Amo tudo e nada;

sábado, 11 de setembro de 2010

vago

Depois de tanto achar que estava certo,  acabei dentro desse vazio cheio de tudo. O tudo que ainda cheio está vazio de tanto tudo. Não quero o tudo que me faz assim pois não tenho nada além de mim e minha vontade de ser e fazer o que jamais fiz. Eu e eu decidi completar esse ciclo de outra forma que talvez não completa, não completa porque ela não precisa ser completa. Eu lamento tudo o que estou me tornando e almejo algo melhor no ano que vem, devido minha expressão de duvida existencialista ainda me resta algumas certezas. Imaginei que fosse acontecer, baseio esse texto no que pensei na noite do dia 12 de setembro. Explosão, falta pouco para me sentir mais velho e mantenedor de sua fábrica de ração.

domingo, 20 de junho de 2010

think

  Em que devo pensar agora? Se tudo o que devo pensar é o que não quero pensar. Já pensei em pensar em algo para falar, mas apenas pensei em pensar como mesmo disse.
  Existem tantas pessoas no mundo, tantas pessoas diferentes, tantos malucos, tantos inteligentes, tantos carentes e tanta gente. É muito diferente como vejo as pessoas, isso é diferente pra mim pois alguém por aí deve pensar assim. A responsabilidade que cada pessoa precisa ter, o que deve se tornar para responder as expectativas da família e do mundo ou para responder suas próprias expectativas, dificilmente encontrei destes.
  Pensar é algo fácil, mas a dificuldade está na escolha do que pensar, com o que devo realmente me preocupar agora, que posteriormente vai servir de prazer.
  Todos os dias pessoas morrem, todos os dias tem uma galera fazendo aniversário, todos os dias alguém chora por comida em algum lugar onde não tem ninguém vendo e nenhum canal de televisão mostrando, todos os dias tem alguém comprando um carro novo, todos os dias tem um casal transando, todos os dias alguém compra um violão, todos os dias alguém perde um celular, todos os dias alguém vomita, todos os dias alguém publica um livro, todos os dias tem mais um com câncer, todos os dias nascem pensantes, todos os dias eu penso, bom, todos os dias eu tento.

terça-feira, 6 de abril de 2010

é simples

sentar num lugar diferente
acreditar que está contente
sonhar que daqui pra frente
ela nunca vai estar ausente

deitar de barriga pra cima
entrar na vida de quem
quebrar uma ou outra coisa, pode ser a rotina
e pra quem não tem, fica a cara de alguém

reunir com a família, é aquele grande alvoroço
olhar no espelho, espremer o rosto
não se lembrar do que comeu no almoço

terminar o que nem começou
contar o que nem sonhou
tentar ser o que nunca sou

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Problema é teu

Se todos temos problemas
Qual teu problema com meu problema ?
Se ter um problema é comum
Ter problema não é um problema
O problema comum não deixa de ser problema
Dentre meus problemas apresento o maior
Isso nem precisa ser um problema pra você
Já que todos temos problemas
Eles podem ser diferentes
Problemas maiores, problemas consistentes
Esqueci meu problema em casa
Deixei meu problema em casa
Larguei meu problema em casa
Tranquei meu problema em casa
Meu problema em casa
Problema em casa
Em casa
Casa
Meu problema como sempre atrás de mim

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

o homem no centro da cidade

(não ordenado)

um homem olhando as pessoas se sentiu uma pessoa daquelas

alguns atrasados andando tão depressa que nem se importavam quando esbarrava bruscamente em alguém,
outros pareciam estar doentes, eles observavam seus próprios passos como se estivessem correndo risco de cair em um buraco qualquer

no meio da multidão, pouco distante, o homem viu uma mulher usando roupas coloridas, bolsa grande, óculos grandes, sapatos brilhantes, porém seu coração era pequeno, pequeno até que foi o ultimo que o homem viu

ele assusta, quando passa na sua frente um garoto com o cabelo estranho, era espetado, mas não dos lados, formava uma linha horizontal até a nuca, o garoto usava jeans rasgados e velhos, o homem compreendeu que fosse pobreza e calvice

uma senhora segurando um galho e apoiando-o no chão, um menino que seguia a senhora parecia estar doente também, os cabelos dele estavam perdendo a cor, o homem achou engraçado e o menino puxou uma corrente brilhosa do punho da senhora e começou a correr, o homem achou ainda mais engraçado e queria muito participar daquela nova brincadeira que não conhecia

haviam três jovens super sorridentes com instrumentos e vozes, pessoas observavam, pessoas dançavam, pessoas lançavam pedras chatas e brilhantes em uma caixa aberta pouco a frente

não muito longe dos moços sorridentes, o homem ficou surpreso quando viu uma mulher e duas crianças em caixas abertas no chão, o que aconteceu com essas pessoas? o homem pergunta a si mesmo, como é possível essa família ter gostando tanto do sorriso dos três jovens a ponto de se alojarem próximo a eles para acompanha-los diariamente

o homem caminhava observando tudo a sua volta, aquela curiosidade lhe causava medo e dúvida porque não entendia o motivo de tanta diferença dentre semelhantes seres

mais que garota adorável sentada no banco, usava roupas leves, claras, limpas, seu olhar ameaçava um sorriso, além de tudo a garota fazia algo mágico, levava um palito aceso aos lábios devagar e soltava pelo nariz e boca algum tipo de fumaça, o homem ficou pouco sufocado mas maravilhado com a habilidade da garota e sua miniatura de varinha mágica