segunda-feira, 4 de julho de 2016

azulejo datado

o hoje transpõe um ontem que é eterno.
me pergunto até que momento é memória, outra, é fotografia, é filme: é uma ficcão salva pela experiência que a pele guarda. somos a grafia, a qualquer coisa de viva, reinventada e reafirmada. moléculas em devires a gente. não é medo de dizer -sempre-, mas sabedoria de dizer -hoje- enquanto todos os tempos.
na minha composição algo de você sobressai
e creio
que as formas
são elas descabidas,
ou uma massa quase líquida a preencher o espaço.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

ficção

repito!
que o que está fora continuará
caso me interrompa
ou perfure
essa máscara de saberes:
eu serei o mesmo!
eu não serei e sei
do que me atravessa, por tantos caminhos.
não serei, e ensaio
vejo, visto, como quem veste qualquer tecido de mundo
ainda em processo
de desnudar-se
caso alguma alma evapore.
irei ocupar a falta