quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

o homem no centro da cidade

(não ordenado)

um homem olhando as pessoas se sentiu uma pessoa daquelas

alguns atrasados andando tão depressa que nem se importavam quando esbarrava bruscamente em alguém,
outros pareciam estar doentes, eles observavam seus próprios passos como se estivessem correndo risco de cair em um buraco qualquer

no meio da multidão, pouco distante, o homem viu uma mulher usando roupas coloridas, bolsa grande, óculos grandes, sapatos brilhantes, porém seu coração era pequeno, pequeno até que foi o ultimo que o homem viu

ele assusta, quando passa na sua frente um garoto com o cabelo estranho, era espetado, mas não dos lados, formava uma linha horizontal até a nuca, o garoto usava jeans rasgados e velhos, o homem compreendeu que fosse pobreza e calvice

uma senhora segurando um galho e apoiando-o no chão, um menino que seguia a senhora parecia estar doente também, os cabelos dele estavam perdendo a cor, o homem achou engraçado e o menino puxou uma corrente brilhosa do punho da senhora e começou a correr, o homem achou ainda mais engraçado e queria muito participar daquela nova brincadeira que não conhecia

haviam três jovens super sorridentes com instrumentos e vozes, pessoas observavam, pessoas dançavam, pessoas lançavam pedras chatas e brilhantes em uma caixa aberta pouco a frente

não muito longe dos moços sorridentes, o homem ficou surpreso quando viu uma mulher e duas crianças em caixas abertas no chão, o que aconteceu com essas pessoas? o homem pergunta a si mesmo, como é possível essa família ter gostando tanto do sorriso dos três jovens a ponto de se alojarem próximo a eles para acompanha-los diariamente

o homem caminhava observando tudo a sua volta, aquela curiosidade lhe causava medo e dúvida porque não entendia o motivo de tanta diferença dentre semelhantes seres

mais que garota adorável sentada no banco, usava roupas leves, claras, limpas, seu olhar ameaçava um sorriso, além de tudo a garota fazia algo mágico, levava um palito aceso aos lábios devagar e soltava pelo nariz e boca algum tipo de fumaça, o homem ficou pouco sufocado mas maravilhado com a habilidade da garota e sua miniatura de varinha mágica