sábado, 11 de outubro de 2014

tudo o que diz é, e antítese não é paradoxo.

chega colocando a ponta dos dedos para se assustar sugado corpo intruso dentro de tudo aquilo que vicia e fede.
chega maturidade, chega semente, chega pranta colhe e vitoria vitoria de samotrácia
vai-se indo por lá, vai sumindo e aparecendo, porque chegar é aparecer mas pra chegar tem que sair de algum canto qualquer desses que te prendia.
vai iluminando cores milhares centenas: almodovár todo misturado dá bergman
doce quente amargo salgado sabor cor fruta dente morte amendoim
resume coisas que vê, define coisas que não se resumem, que não se tratam do nome, nem da substância, nem to tom nem do cheiro, mas de ver principalmente e saber que é.
saber que amendoim amassado dá pasta, torrado dá amendoim torrado.
saber que pentear arranca fios mas os mantém, os une e os dissipa.
paradoxização define. que simultaneidade também. mas define sem normatizar, normatiza sem definir. pensa no medo e ele vem. te abraça, te machuca, te empurra o pescoço, o testículo e a vontade de falar presa contra o peito, e o desdém amém jesus.
amém amado, amém.

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