vem junto disso a impossibilidade de mover uma pequena pedra de lugar
com apenas a força e o desejo,
enquanto uma gravidade de mundo a faz resistir.
foram mais ou menos oito copos de cafés distintos, reencontros não previstos.
quem é que sabe o que se passa nos oceanos diante da poluição sonora?
a exaustão inaugurada por uma comunicação perfurada,
a morte e um cemitério assimétrico.
ontem chorei no autocarro, em um ônibus. ninguém precisa saber.
e ali uma contemplação dos televisores desligados,
um relógio desinformando as horas, e eu refazia cada vez as contas pra sintonizar.
"invento o amor e sei a dor de me lançar"
"não distrai o pensamento, lá na terra já choveu.
meu coração é deserto, lá na terra choveu."
Nenhum comentário:
Postar um comentário