quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

não sei se sinto falta ou ar demais

deformo-me num ano novo
de muito nadas.
hoje olhei a folha seca no chão em
meio a tantas outras
folhas. verdes como sou quente.
minhas juntas desmancham,
do estado líquido te grito: ou vão, vem
ser meu?!
mais um tempo em que se medem
na tentativa de limitar
e poder ultrapassar os próprios limites: assim não
se faz subversão.
pensei mais sobre essa de mexer nos significados: até que ponto
te meto uma vírgula?

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