terça-feira, 4 de abril de 2017

responsabilidade

eu tinha medo de esquecer
o cheiro que acompanha sua pele
em cada sua parte.
la longe sua falta me encosta cá.
micro sentimento
que reverbera na forma que eu me mostro ao mundo.

não sinto falta de nenhuma parte dessa costura, minto.
eu sinto falta do tempo que não soube lhe dar, sinto muito.

cada vez que esqueço, é a condição que me bota nos
olhos a memória.
eu respiro,
pedindo ao ponto de ônibus, ou aquela esquina, ou aquela porta que você costumava parar
(quando me oferecia um punhado, na colher de chá, o seu todo) mas peço, quando volto pra casa depois de um dia todo de tudo, olho pro seu canto de me esperar: - por maior compreensão, do desejo interdito! que me foi pouco fermento nessa comida.
socorro. digo, to pra dizer, digo comida azeda, eu quem diz digo, que responsabilidade dizer, diga não. cuidado, eu digo para dizer o que lhe escapa, por outras vozes. digo, seja assim quem segue que vou também, digo sou algo, como você... digamos pois como nada somos.

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