quinta-feira, 20 de abril de 2017

Só se abastece de mágica

entre a última grafia e
essa madrugada, não há interrupção.
a recorrência é soño, só.
- coloque-a no meu punho! -
encontramos na colisão, e na certeza de que
eu não tinha separado lugar pra isso, nada:
permanecemos incontros.
sorrio, quando sou atravessado por uma consideração:
- ele não sabe por dentro! -
o que praticamos, ou o que preencheu esses minutos delongados? - sou incapaz
de saber -
apenas que a sua partida é sempre um arremesso, meu olhar te invoca
e te afasta.
- adeus - com efeito, era o que eu sempre quis dizer.
da mochila preta (que pra mim ela sempre sorriu, por ser mistério e concreta)
você retira um envelope, branco, Espesso e denso,
Física também mas não só, não só.
- coloque-a no meu punho! - eu disse.
e foi entre os livros intrometida, por você.
- Fique, fica comigo!
o envelope, que ouso chamar carta, foi engolido entre os papeis.
vez que, muy temprano, me ergui da cama
para investigar até qual seria a intenção real de um soño.
Em que o poema mais lírico,
Se mostre a coisa mais lógica.

*em paralelo à "Trovoa" - Metá Metá

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