quinta-feira, 1 de outubro de 2026

por afirmar e perceber durante o exercício do encontro,
que a superfície é o próprio limite, também o do outro.
que as maneiras de encaixe são as bordas de qualquer 
desejo. incluindo, principalmente, o que eu sou incapaz de comunicar. 
mas aqui te espero desde isso, sobretudo nas noites que eu sei que não vens.
quem sabe, afinal, se é sobre a persistência do desencontro. 
mas a verdade, alguma coisa eu apreendi, a verdade é a vontade esquisita.
é meter os pés no abismo desse rio que cruza nossas cidades de ciclos, e 
observar a água verter em qualquer medida. 
e ter na palma das mãos os desenhos todos eles, porque são os gestos, 
que abrem caminhos ao toque.
ver, afinal, como essa sincronia é também um acaso, 
na mesma proporção, bonito e idiota. ou uma reprodução das imagens, muitas vezes repetidas, mas em novos contextos: ao menos elas ficam. 
do impulso que expõe as metades, uma para a outra e todas mais. a verdade, não vou me repetir outra vez. 

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